Crianças, Idosos e Família

Ajude quem você ama a usar a internet com segurança

Crianças e idosos estão entre os principais alvos de golpes e abusos na internet, mas a proteção de cada família é tão forte quanto a do membro menos preparado. Combinar regras simples, configurar os aparelhos e manter uma conversa aberta funciona melhor do que proibir. Os itens abaixo ajudam a proteger filhos, pais e avós.

  1. Combine uma palavra-código com a família

    Essencial

    Escolha uma palavra ou frase que só a família conheça e que não esteja em redes sociais. Se alguém ligar ou mandar mensagem pedindo dinheiro em nome de um familiar, peça a palavra-código. Isso desmonta o golpe do falso parente, do falso sequestro e das vozes clonadas por IA.

  2. Ajude pais e avós a configurar a segurança dos aparelhos

    Essencial

    Configure com eles a confirmação em duas etapas do WhatsApp, limites baixos de PIX e avisos de movimentação no banco. Repita as regras básicas: o banco não liga pedindo senha, código ou transferência, e ninguém deve instalar aplicativos a pedido de quem ligou. Deixe seu telefone salvo como contato de confiança para dúvidas.

  3. Use o controle parental nos aparelhos das crianças

    Essencial

    O Family Link, do Google, e o Compartilhamento Familiar com Tempo de Uso, da Apple, permitem aprovar downloads e compras, filtrar conteúdo por idade, definir horários de uso e ver a localização do aparelho. Ajuste as regras conforme a criança cresce e explique por que elas existem.

  4. Combine com as crianças que elas podem contar tudo sem medo de castigo

    Essencial

    Explique que adultos desconhecidos não devem pedir fotos, segredos, encontros ou oferecer presentes e moedas de jogos, e que esses pedidos devem ser contados a um adulto de confiança. Se a criança tiver medo de perder o celular ou de ser punida, ela tende a esconder o problema.

  5. Configure a privacidade dos jogos online

    Opcional

    Jogos como Roblox, Minecraft, Fortnite e Free Fire têm bate-papo com desconhecidos e lojas de moedas virtuais. Use os controles parentais do próprio jogo para limitar o chat e os gastos. Avise que ofertas de moedas ou itens "grátis" em troca de login e senha são golpe.

  6. Pense antes de publicar fotos dos seus filhos

    Opcional

    Fotos com uniforme escolar, em frente de casa ou com localização ajudam desconhecidos a encontrar a criança. Imagens de banho ou de roupa íntima nunca devem ser publicadas, mesmo em perfis fechados. Com filhos maiores, pergunte antes de postar.

  7. Respeite a idade mínima das redes sociais

    Opcional

    A maioria das redes sociais exige idade mínima de 13 anos e oferece contas para adolescentes com proteções extras, como perfil privado e limite de mensagens de desconhecidos. Ao criar a conta com a idade correta, essas proteções são ativadas automaticamente.

  8. Exija aprovação para compras em aplicativos e jogos

    Opcional

    Não deixe cartão de crédito salvo na conta usada pela criança e ative a aprovação de compras nas lojas de aplicativos. Assim, cada compra precisa da sua autorização.

  9. Compartilhe a localização só com quem precisa

    Opcional

    Compartilhar a localização em família ajuda em emergências, mas revise com quem cada pessoa está compartilhando no Google Maps, no Buscar do iPhone, no WhatsApp e em redes sociais. Desative o compartilhamento com pessoas de fora da família e com perfis públicos.

  10. Saiba onde pedir ajuda em casos de cyberbullying e abuso

    Opcional

    A SaferNet Brasil oferece orientação gratuita e recebe denúncias de crimes na internet. O Disque 100 recebe denúncias de violação de direitos de crianças e adolescentes, e o Conselho Tutelar e a delegacia devem ser acionados em casos graves. Guarde as provas antes de bloquear quem agrediu.